Isso é ciência!

"Toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil - e, no
entanto, é a coisa mais preciosa que temos." (Albert Einstein)








domingo, 27 de junho de 2010

Antigos propósitos para um mundo novo...


Ao entrar no e-mail da minha turma de faculdade, deparei-me com um texto enviado por nossa professora de Bioquímica, Ana Maria. O texto era de Ed René Kivitz, que fazia um comentário sobre a conduta de alguns jogadores do time do Santos, que se recusaram a entrar em casa de caridade espírita Lar Mensageiros da Luz. http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/esporte/2010/04/01/244563-neymar-robinho-ganso-e-outros-jogadores-se-recusam-a-entrar-em-casa-de-caridade-santista

Segue abaixo o texto de Ed René Kivitz sobre o tema.
Reflexão para a paz

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todos e de cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para o céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra a prática do homossexualismo, ou mesmo, se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Alá, de outro os adoradores de Yahweh e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir, enquanto outros, e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio, através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos, no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade, que a sua religião ensina - ou pelo menos deveria ensinar - você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e a miséria de uma paralisia mental.

Em seu livro Vivendo com Propósitos, Ed René Kivitz escreve o conceito da palavra PROPÓSITO logo na primeira página do livro: "a razão por que algo existe". Cada um de nós temos um propósito especial em nossas vidas. Cada um de nós temos perspectivas, temos ideais, temos em quem/em quê acreditar. A expressão humana está nos sentimentos diversos que nos cercam em nossas vidas. TODOS nós estamos no mesmo mundo, respirando o mesmo ar, sujeitos às mesmas tragédias, com medo da mesma violência... Isso mesmo: TODOS NÓS!!!!! Por que nossos atos são tão distintos? Por que nossa fala é tão preconceituosa?
Há algum tempo atrás, li o livro Deus, um delírio de Richard Dawkins, onde o autor, que se diz ateu, tenta mostrar uma realidade assustadora e massacrante da religião (seja lá qual for a denominação). Ele vai além de Marx (com o "ópio do povo") e, muitas vezes, faz-nos sentir verdadeiros criminosos enquanto religiosos. A verdade é que, se pensarmos um pouco além, nós estamos pregando algo que não é praticado. Em cultos, ouvimos a igualdade de irmãos, mas, na vida, nem sempre vemos os irmãos como iguais... "Se você acredita nisso, ou se você acredita naquilo, não podemos nos relacionar, porque eu não acredito nisso ou naquilo".
Não quero mudar a vertente de ninguém, muito menos a conjuntura religiosa, mas quero meditar sobre quem fomos, o que dizemos, quem somos, a que viemos... E, se assim for nossa prática, veremos quão diferentes seremos em um mundo em que, mesmo nos achando diferentes de todos os outros, somos iguais perante a graça.
Que Deus continue abençoando cada um de nós, dando-nos a espiritualidade que precisamos!

2 comentários:

felipeleandro disse...

Perfeito Wesley, um ponto para voce hahaha, mais serio muito bom o texto, realmente nos faz refletir em relaçao a nossos atos e condutas, parabens e continue assim

THALLYTA MARIA disse...

Muito bom o texto. Me fez refletir sobre alguns dos meus pensamentos e ações em relação a isso. Parabéns!